1
Quaresma
2
Calibre 38
3
Propósitos
4
Este mundo es de la gente
5
Começando a meditar
6
TAPANDO BURACOS
7
José Dirceu sempre surpeende
8
Clandestino
9
Feminismo ou igualdade?
10
NEMO AUDITUR PROPRIAM TURPITUDINEM ALLEGANS
11
WAR
12
Olimpíadas
13
Presidenta ou Presidente?

Calibre 38

“Números, números, números
O que é, o que são
O que dizem sobre você”

Pois justamente na data em que completo 38 anos a principal notícia do Brasil são as novas regras editadas pelo governo Bolsonaro para facilitar a posse de armas no país. Nesses meus vinte anos de maioridade penal tenho pouca esperança de que esta medida poderá diminuir a violência. 

Nesse país onde a Criminologia é preterida por políticas públicas motivadas por rompantes autoritários, os números e as estatísticas passam a ser utilizados de maneira irresponsável, na medida em que servem para justificar as escolhas de políticas adotadas sem no entanto trazer resultados efetivos.

O mais recente anuário da violência do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que traz compilados os dados produzidos pelas distintas instituições estaduais de segurança do Brasil, mostra que o número de homicídios do Brasil vêm aumentando além da taxa de crescimento populacional.

Aumenta o número de mortos e feridos pela violência, tal qual aumenta a sensação de insegurança.

A violência no Brasil é multifatorial, e não há na Criminologia precedente que indique que ao facilitar a posse e o porte de armas vá haver uma melhora nos números da segurança pública, em especial na diminuição de mortos e feridos.

O baixíssimo grau de resolução de homicídios é suficiente para mostrar a impunidade sustentada pelo sistema penal brasileiro. Se no crime mais grave que pode haver, nos homicídios, onde há um corpo, a resolução é baixa, imagina o que sobra de impunidade para aqueles crimes com cifras ocultas, que vítimas descrentes com a capacidade da polícia dar respostas, sequer informa autoridades sobre o ocorrido!

E no meio disso, muitos números e estatísticas se sobrepõem. Homicídios, homicidas, latrocínio, latrocidas, lesões corporais seguidas de morte… mais de 60 mil em um único ano.

Certa vez um político experimentado que tivera o dissabor de passar alguns dias preso em uma penitenciária comum, em uma entrevista. quando questionado sobre as condições que encontrara, afirmou que o problema da segurança pública não seria orçamento, mas capricho! Pegava como exemplo a prato de arroz servido na prisão. Dizia ele que o preço para fazer arroz soltinho, empaçocado ou queimado era o mesmo, mas que a diferença era o capricho de quem o fazia.

Sejam os números da violência ou o orçamento aplicado para conte-la, eles não batem.

Agora que finalmente sou um “três oitão” não vejo que com uma arma na mão eu possa ajudar a apontar a solução.

Por mais um ano de paz, e sem arma na mão, assim me torno um #Calibre38 👉👉 Nascido em #1981

 

 

Propósitos

O fato do meu aniversário ser no mês de janeiro fez com que em outros anos eu invariavelmente eu “jogasse” os meus propósitos para mais adiante da virada. O calendário gregoriano ou fiscal por pouco não coincide com o meu calendário biológico! O meu ano não se encerra em 31 de dezembro.

Pois nesse ano – excepcionalmente – aproveitei o feriado para me permitir estar desconectado, refletir e enumerar analogicamente os meus propósitos, e já no primeiro dia útil do escrevê-los, para quiçá os revisar até o meu aniversário, dia 16 de janeiro.

Começo 2019 com cinco propósitos. Cuidar da saúde, dar atenção à família, trabalhar duro, cultivar amizades e curtir a vida!

Cuidar da saúde implica em se intoxicar menos, fazer exercícios com regularidade e ter alimentação balanceada. No meu caso, baixar e manter o peso.

Para dar atenção à família é preciso identificá-la, dar nome aquelas dez pessoas que são a base mais próxima, priorizar o convívio, tolerar as diferenças e encontrar conexões positivas.

Encontrar significado no trabalho para que haja força e motivação para atender todas as tarefas diárias. Foco e resultado!

Cada um e cada uma é o topo de sua própria pirâmide, que tem como sua base mais próxima e restrita a família, que por sua vez tem a sua base formada por amigos, parentes e conhecidos. Uma base que tem mobilidade. Todo dia podemos cultivar amizades, ampliando a nossa própria base. Nesta pirâmide, apenas o topo não pode mudar de lugar, sob pena de desvirtuamento.

Por fim, imagino que fazendo tudo isso eu possa curtir a vida passar. 

 

Disciplina e atenção.

Atenção e equanimidade para enfrentar euforias e intempéries.

Assim quero o 2019 para mim, assim desejo a todos e todas!

 

Começando a meditar

Há um tempo atrás eu estava bastante inquieto com os rumos da minha vida pessoal e profissional, quando um amigo próximo me disse que estava fazendo um curso chamado Eneagrama. Me interessei. 

Ansiado por encontrar respostas e entender um pouco mais de mim mesmo, encontrei no Eneagrama uma ferramenta válida de identificação de perfil, 

A partir do reconhecimento do meu perfil e padrão de comportamento, passei a buscar desenvolver a neutralização dos meus vícios emocionais e contato comigo mesmo por meio da virtude da sobriedade. Buscar reconhecer o que eu realmente quero a partir de mim mesmo, não por mais por meio do prazer imediato, permitindo uma integração maior com os meus sentimentos, pensamentos e ações.

E uma das formas indicadas era a prática de meditação. 

Morando em Santa Maria – RS, não são muitas as possibilidades que se tem de aprender a meditar. Cheguei a buscar algumas alternativas a partir da Yoga, mas não era o que eu buscava. 

Eis que por estas coisas do Cosmos, um dia minha esposa chega em casa e diz que uma colega dela de trabalho tinha feito um curso de meditação de dez dias e me indicou o link do Vipassana.

Imediatamente fui buscar na web e li um pouco mais sobre esse curso de dez dias em clausura, silêncio, meditação e vegetarianismo. Me pareceu uma ótima oportunidade para aprender a técnica.

Enquanto colegas, amigos e amigas me diziam que o mais difícil seria ficar dez dias quieto, ou sem comer carne, o mais difícil foi encontrar dez dias para poder ir e deixar as coisas razoavelmente estruturadas no trabalho e em casa. Era só o começo. 

Os centros de meditação Vipassana estão espalhados pelo mundo todo, são quase duas centenas por todos os continentes. No Brasil, apenas dois, nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Para nós gaúchos que vivemos no extremo sul desse país continental, a opção mais próxima era ao sul de Buenos Aires, em Brandsen.

Mais do que em silêncio, em nobre silêncio. Nesses dias de retiro não era permitido conversar, tão pouco gesticular ou se comunicar de qualquer forma com os demais meditadores. Uma experiência fantástica, uma viagem para dentro de mim mesmo.

Ainda pretendo falar muito sobre a experiência de meditar, mas por ora indico este vídeo do S.N.Goenka legendado em português, explicando um pouco da técnica. 

 

 

TAPANDO BURACOS

Já passara da metade do mês de julho daquele dois mil e dezessete e o frio custava a chegar naquela localidade do hemisfério sul rodeada por morros e com autoridades que sequer sentiam vergonha de seguir iludindo a população sobre a conclusão de um hospital público.  Depois de quase um mês sem chuvas, as temperaturas de julho beiravam os trinta graus e seja na saúde ou no trânsito, aquelas autoridades apenas iam tapando buracos!

Dez meses antes, em meio ao mais acirrado segundo turno do país, eles pediam votos e diziam que com os poderes públicos alinhados seria possível concluir aquele sonho que recém tivera suas obras terminadas.  Aquela turma de jovens ou antigos políticos conservadores fazia crer que seria mais seguro estar com eles, que andavam juntos, do que com o outro político, de ideologia distinta e cujo partido havia sido deposto em um recente golpe parlamentar.  A cidade estava dividida e machucada, impaciente com a impunidade e carente de ações governamentais. Entre a mudança e a renovação, por poucos votos venceu a expectativa de que a união com governador, seus secretários e o apoio de alguns ministros e deputados golpistas pudesse ajudar a inaugurar aquele hospital. E assim a cidade acabou gerando o seu primeiro prefeito-secretário.

 Depois do pleito, a opinião pública interessava menos aos deputados e ministros golpistas, ao governador, aos secretários e ao prefeito-secretário. Diante de uma conjuntura de crise, hospital público com dinheiro público seria incompatível, e nesse caso o melhor era deixar aquela obra parada, depreciada o suficiente para poder ser repassada para alguma entidade privada amiga que pudesse trabalhar com as ditas eficiência, eficácia e efetividade que segundo eles, a gestão pública não tinha.  Aquelas autoridades eram assim, venais! Mas que não digam que eles não sabiam o que faziam. 

E precedido de uma leve chuva dominical,  o frio finalmente chegara naquele julho de dois mil e dezessete, dessa vez trazido por uma massa polar, e aquelas autoridades seguiam desavergonhadamente tentando iludir uns aos outros, falando em renovação, ética, combate à corrupção, amor e humildade, mas no fundo apenas seguiam tapando buracos criados pela chuva, pelo frio ou por eles mesmos.

José Dirceu sempre surpeende

O Brasil conhece José Dirceu, esse personagem que há mais de 50 anos faz política como protagonista. Um símbolo.

Perseguido há muito tempo, precisou de um voto de Gilmar Mendes, outro protagonista da política nacional para tirá-lo das garras do Juiz Sérgio Moro e devolvê-lo à liberdade.

Condenado pela teoria do domínio do fato na ação penal 470, por que assim a literatura permitira.  Há mais de dois anos preso, quando preso, ergueu o braço em sinal de resistência, sinalizara que não se tratava de um delator.

 

Feminismo ou igualdade?

A questão de gênero sempre causa debate.

Não são apenas os conservadores e reacionários que dizem o discurso sexista é chato.

Chatos ou não, necessários com certeza.

Ou seriam chatos e chatas? A igualdade de gênero vai muito além do emprego de artigos, pronomes e substantivos em todas as manifestações coletivas.

Feminismo? Igualdade? Equidade?

Tanto faz, muito mais do que lindas, elas são demais!

?

Posted by LikeMoments on Sunday, April 23, 2017

 

NEMO AUDITUR PROPRIAM TURPITUDINEM ALLEGANS

NEMO AUDITUR PROPRIAM TURPITUDINEM ALLEGANS

A ninguém é dado o direito de beneficiar-se da própria torpeza. Este é um princípio do direito, mas não da política.
A cassação de Eduardo Cunha é feia, baixa e suja como ele.
Assim agem os outrora parceiros, mas também seus adversários.
Nessas alturas, os golpistas cassam o Cunha por falta de lealdade a ele, e a esquerda progressista o cassa na esperança de que a sua falta de lealdade destrua o governo golpista com delações bombásticas.
Ninguém vale nada mesmo, e na política vale tudo, até mesmo se beneficiar da própria torpeza.
Quem se beneficia com a queda do Cunha? Eis a questão!

WAR

Quando conheci WAR, o jogo de tabuleiro, era uma confusão para jogar.  Um jogo demorado, com um monte de dados, um monte de peças e um tabuleiro nem sempre estável. E ainda assim, gostei.

Eis que há uns 10 anos atrás, conheci WARonline. A mesma dinâmica do jogo de tabuleiro, com a vantagem de que não há peças, cartas nem dados para se atrapalhar, e a demora pode ser prevista. Segue a estratégia e a indignação com o resultado dos dados.

Já tive mais jogos, hoje em dia mantenho apenas dois simultâneos.

Captura de Tela 2016-08-26 às 01.56.03

Esse jogo aí começou há mais de dois meses, com a média de uma jogada por dia. Éramos cinco, agora somos quatro que seguem vivos na 63ª. Há algumas semanas, vendo que isso iria longe, tenho me prestado a dar uma contada nos exércitos e acompanhar a evolução.

Eu sou o Azul e comecei a monitorar quando o jogo estava na mão do Amarelo, que estava com a totalidade das Américas do Sul e Norte, entrando com força em Islândia e Vladvostok enquanto o Branco estava com a África, eu com Oceania e Preto e Vermelho com o que restava de Europa e Ásia.

Naquele momento o meu objetivo era sobreviver ao Amarelo, e por isso algumas alianças eram necessárias. Ora com o Preto, ora com o Vermelho e ora com o Branco. O Amarelinho amarelão não aguentou, ficou brabo e desistiu. Mais uma vez a vantagem do WARonline, impede que meninos mimados façam beiço e desarrumem todo o tabuleiro.

Mas o cara foi embora, apertou no botãozinho do desistir e do foda-se, deixando um monte de exércitos sobre o mapa.

Eu tenho convicção de que em jogos, nem sempre a lógica prevalece, e daí a graça. Mas um pouco de acompanhamento matemático não poderia atrapalhar.

Enfim, cheguei vivo e com ao redor de 30% dos 1500 exércitos desta 63ª rodada, e ainda acho que vai longe. Em proporções, tenho mais ou menos o mesmo tamanho que tinha quando o Amarelo amarelão estava vivo.

Quem será o próximo a morrer? Ou será que alguém pode matar o jogo com os três vivos?

Acho que vai longe.

Captura de Tela 2016-08-26 às 02.32.17

 

 

 

Olimpíadas

Lembro de Seul´88, mas com certeza Barcelona´92 foram os Jogos Olímpicos mais marcantes da minha vida, em muito potencializados pelo joguinho de Mega Drive.

Pois fazia desde 1992 que eu não assistia a abertura dos jogos, e nesse ano eu não pretendia fazê-lo, mas quis o destino armar boas circunstâncias para que juntamente com meus pais, esposa e filho eu contemplasse o show.

Impressionante!

Um show de arte e tecnologia que me remeteu para aquele joguinho de abertura demorada e trilha sonora que eu tenho gravada na memória até hoje.

Presidenta ou Presidente?

Pela primeira vez na história do país, entre as cinco principais candidaturas a presidência da República, há 3 mulheres.

Juntas, Dilma Roussef, Marina Silva e Luciana Genro têm mais que o dobro da soma das intenções de votos dos candidatos homens.

No entanto, a realidade para os demais cargos públicos ainda está muito longe da equidade.

Embora hoje as mulheres representem mais de metade da população brasileira, a sua representação no congresso nacional ainda é bastante pequena, de pouco mais de 10 por cento.

Poucas vereadoras e deputadas, pouquíssimas senadoras, governadoras e prefeitas.

A lei eleitoral obriga os partidos políticos a destinar pelo menos 30% das candidaturas para as mulheres. Alguns partidos como o PT e o PSOL vão além, e já estabeleceram regras internas para garantir que 50% das candidaturas aos parlamentos sejam de mulheres.

Ano a ano as mulheres felizmente vem ganhando mais espaço na política, o que reflete também nas posições de comando na iniciativa privada.

No meio disso tudo, apenas uma confusão: Dilma Roussef e Luciana Genro se apresentam como candidatas a Presidenta, Marina Silva como candidata a Presidente.

Não sei qual o certo ou errado, particularmente, acho Presidenta mais bonito.

Ricardo Lovatto Blattes ©2016 - Desenvolvido por Opa Web