Arquivos - 2008

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Um passo além da Dona Brígida – Parte IV
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Um passo além da Dona Brígida – Parte III
3
Um passo além da Dona Brígida – Parte II
4
Um passo além da Dona Brígida – Parte I
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Dia dos Pais, em Brasília!
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Itapecerica!
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Interagindo com outros Blogs
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Meu Time!
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Vivendo e conhecendo São Paulo
10
Um homem precisa viajar!
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Soudegas
12
O caçula do Flat
13
Blog do Flat vai à Brasília

Um passo além da Dona Brígida – Parte IV

Tal como a minha ida para Londres mexeu com os meus planos e aspirações, a ida para o estágio em Brasília foi excelente para abrir a cabeça e ver novas oportunidades. Voltei para Santa Maria com um propósito, terminar as faculdades e me mandar para Brasília.

O negócio foi procurar um estágio que tivesse alguma coisa relacionada com administração pública, que até aquele momento eu não tinha nenhuma experiência.

Nas minhas andanças por Brasília eu acabei conhecendo o então Secretário de Gestão Ambiental de Santa Maria, e tão logo eu voltei fui procurá-lo para ver o que eu tinha que fazer para conseguir um estágio na Prefeitura, e descobri que todo o processo era feito através do CIEE.

No final das contas saiu melhor do que a encomenda, pois virei estagiário da Secretaria Geral de Governo, em um setor que tratava da elaboração das leis municipais e era responsável pela articulação com a Câmara de Vereadores para que essas leis fossem aprovadas. Para um acadêmico de Direito e Contábeis, nada melhor para entender como funcionava o setor público do que estar trabalhando diretamente com leis, orçamento e processo legislativo!

A estas alturas do campeonato eu já não tinha mais aulas de Direito, apenas duas manhãs de estágio obrigatório na Assistência Judiciária da UFSM e as aulas da Contábeis à noite. E quando dava tempo, um futebolzinho com a turma da faculdade.


Como o expediente da Prefeitura era só até às 13h30, resolvi começar o estágio no escritório do meu pai à tarde. Na verdade não foi propriamente um estágio, uma vez que eu fiquei muito mais envolvido com a parte administrativa do que com o direito propriamente dito. Acho que foi o melhor estágio que eu tive. Não é nada fácil trabalhar com o próprio pai, mas a gente aprende!

Afora uma ou outra ação trabalhista, fiquei responsável pela área de direito eleitoral. Era ano de eleições municipais com novas regras para campanhas. Era uma ação atrás da outra, todas com o prazo curtíssimo. Elitrizante!

Terminadas as eleições, dei um tempo para fazer a minha monografia. Aproveitei a experiência da eleição e escrevi sobre direito eleitoral. Tirei 10! A partir daí foi só festa até o dia da formatura!






Com o curso de direito acabado, fui convidado para continuar trabalhando na Prefeitura, desta vez na Secretaria de Planejamento, como Assessor Especial do novo Secretário Vilson Serro.

Lá eu pude trabalhar com algo completamente novo para mim, planejamento urbano. Além do projeto de lei do novo Plano Diretor da cidade, da transformação da Secretaria em uma Autarquia responsável pelo Planejamento de Longo Prazo, também participei em projetos para captação de recurso, entre eles um para obras de infra-estrutura através do Banco Mundial.

O Vilson Serro é um dos executivos mais competentes e preparados que eu já conheci. Certamente o mais completo com quem eu ja tive a oportunidade de trabalhar. Até hoje aprendo muito com ele, pois mantemos um contato bastante próximo.

Como um dos representantes da Prefeitura, tive a oportunidade de participar do Fórum Social Mundial de 2005, última vez que o evento foi realizado em Porto Alegre. O Fórum contou com 155 mil participantes representando mais de 6 mil organizações vindas de 135 países, além de milhares de jornalistas, voluntários e trabalhadores da Economia Popular Solidária. O evento foi fantástico pelos temas tratados, mas também pelas mais de 2.500 atividades autogestionas, que incluiam shows, exibições de filmes, vídeos e exposições de artes.

Depois de dias de intensos debates, palestras e colóquios, um dos momentos mais esperados foi o discurso do Presidente da Venezuela Hugo Chaves, que àquela época contava com muito mais credibilidade internacional do que hoje. Milhares de participantes se amontoaram para ouvi-lo por quase 3 horas no Ginásio Gigantinho e arredores, entre eles eu. Acho que hoje, diante dos fatos eu não perderia o meu tempo!




Fiquei seis meses trabalhando na Prefeitura. Foi o tempo suficiente para terminar todas as matérias da Contábeis, fazer as provas da OAB e receber solenemente das mãos do meu pai a minha Carteira de Advogado em uma cerimônia na sede da OAB.



Com tudo resolvido em Santa Maria e com a carteira da OAB em mãos, era chegada a hora de partir para Brasília.

Em breve mais um pouco de Brasília, da Dona Brígida e dos novos passos.

Um passo além da Dona Brígida – Parte III

O ano de 2004 começou atrasado. Falo isso porque 2003 ainda não tinha acabado. Estudante de universidade federal é acostumado com isso, sempre tem uma greve para alterar todos os planos!

Seja pelas aulas ou por qualquer outro motivo, enquanto meus pais e a minha irmã foram passar férias na praia, eu fiquei em Santa Maria pensando na vida. Eis que eu e um colega do Direito bolamos um plano para irmos passar uns dias em Brasília, afinal de contas, era lá que ‘as coisas aconteciam’.

A internet ainda era discada naquela época, o que dicicultou um pouco o processo de busca por ‘oportunidades’, mas finalmente encontramos no site da Câmara dos Deputados um programa de estágio de curta duração para estudantes universitários de todo o Brasil, com hospedagem e alimentação por conta da Câmara.

Como requisito, precisávamos da indicação (leia-se assinatura) de um Deputado Federal para o tal estágio. Nem eu nem meu colega conhecíamos nenhum deputado, então resolvemos procurar o deputado de Santa Maria que mais a gente tinha afinidade de pensamento, o Paulo Pimenta.

Com a cara e com a coragem fomos ao gabinete dele com o pretexto de convidá-lo para um seminário. Era só o pretexto mesmo!

Não preciso dizer que nem o Deputado sabia que existia o tal estágio, e por ter sido nosso o mérito de ter descoberto, ele nem cogitou a hipótese de indicar outros estudantes para o Estágio-Visita!



O que era para ser apenas 10 dias acabou virando mais de dois meses. Nos primeiros dias ficamos hospedados no alojamento com os demais 60 estudantes, já o restante dos dias nós fomos para a casa de um baiano amigo da irmã do meu colega! (Até hoje eu não entendi direito como eu fui parar lá!)

Esse baiano tinha ido trabalhar com outro baiano que era o Ministro-Chefe da Casa Civil da Presidência da República e que hoje é o Governador da Bahia.

O Estágio-Visita acabou e nós estávamos com hospedagem e carro garantido (o baiano tinha motorista, então ele liberava o carro para a gente andar em Brasília). Ficamos então uns dias acompanhando o funcionamento do gabinete do deputado, até que através de uns contatos dele conseguimos vaga de estagiários na Comissão de Reforma do Judiciário da Câmara dos Deputados, da qual era presidente um outro deputado de São Paulo.



Apesar de não termos tido tanto contato com esse outro deputado, o estágio com a Reforma do Judiciário foi sensacional pela sua essência! Naquela época essa era uma das pautas nacionais, e sob esse pretexto tivemos a oportunidade de participar de reuniões com os Ministros, Senadores, Deputados, Procuradores, Juízes e Advogados que faziam aquela pauta ter relevância nacional.

Esse estágio me deu a visão da relevância que tem o poder público na vida quotidiana das pessoas. Depois do aprendizado de Londres, eu estava aprendendo muito na capital do meu país. Considero que essa ida à Brasilia foi o meu segundo inetrcâmbio, pela quantidade de coisas completamente novas que eu tive a chance de aprender.

Até então eu jamais tinha tido envolvimento com o poder público. Foi a partir dessa época que eu comecei a conhecer um pouco mais do seu funcionamento e em especial como funcionam as coisas em Brasília.

Brasília é a cidade dos contatos, eu tinha que dar um jeito de voltar para lá!

Em breve mais um capítulo dessa história e de como eu fui parar na Rua Dona Brígida.

Um passo além da Dona Brígida – Parte II

A idéia inicial era ficar apenas um semestre em Londres, mas graças à Greve, consegui ficar mais de 9 meses. Eu não tinha data para voltar, estava a mercê da greve dos professores e funcionários da UFSM. Sempre me dei bem com essas greves!

A volta às aulas do Direito estava marcada para maio de 2002, e foi em função das aulas que eu resolvi voltar para Santa Maria, não sem antes dar uma bela rodada pela europa com o dinheiro economizado.

Como sorte nunca vem sozinha, logo que cheguei foram abertas algumas vagas para ingresso e reingresso no curso de Contábeis da UFSM, e eu passei no processo seletivo. De lambuja, consegui transferência do Direito noturno para o diurno, o que além de possibilitar que eu frequentasse a Contábeis à noite, adiantaria a data da minha formatura.

Mas ainda dava tempo para alguma coisa. Trabalhar em Londres me deu uma certa ‘independência financeira’, e eu não queria perder aquilo. Junto com um amigo ‘fui para o mundo dos negócios’. Montamos uma fabriqueta de sanduíches, que pela natureza das atividades acabou virando também atravessador de pastéis e alfajores.

A gente começou vendendo sanduíches de porta em porta na lojas e aos poucos fomos crescendo. Em pouco tempo nem eu nem meu sócio estávamos mais na rua. Dividimos as tarefas, ele ficou responsável pela produção e distribuição, e eu pelas vendas e relacionamento com os clientes.

No final a gente já estava vendendo sanduíches de tudo quanto é jeito. Além das vendas de rua, entregávamos sanduíches em dezenas de cantinas, padarias, restaurantes e lojas de conveniência.

Sem dúvidas essa foi mais uma das experiências marcantes que eu tive. Os primeiros desafios, meus primeiros funcionários.

A medida que o negócio ia aumentando eu dormia menos, pois além dos sanduíches, eu tinha as minhas duas faculdades. Tive que optar. Escolhi os estudos!

Logo que o meu sócio assumiu totalmente os sanduíches, eu consegui um estágio com um advogado que trabalhara com o meu pai alguns anos antes. O escritório do Dr.Fernando trabalha com quatões cíveis, criminais e trabalhistas. Durante o ano em que lá fiz estágio eu tive a oportunidade de passar por todas as áreas, e a que gostei mais foi o Direito Trabalhista, de repente porque é o que menos se parece com o Direito.

2003 estava acabado, e 2004, o último ano da faculdade ainda estava em aberto! O que fazer?

Em breve mais um capítulo dessa história. Brasília e a Rua Dona Brígida!

Um passo além da Dona Brígida – Parte I

Considero que o meu primeiro emprego – com hora para entrar, hora para sair e uma job definida – foi como atendente de bar em uma uma boate de Santa Maria. Antes disso eu já tinha conseguido uns trocos vendendo convite de festas, mas nada que exigisse muita responsabilidade.

Esses foram os meus primeiros extras, pois o meu pai sempre garantiu a minha mesada enquanto eu estivesse estudando.

Durou pouco o tempo na Boate, pois logo comecei o curso de direito noturno, que junto com a contábeis tomavam mais da metade do meu dia.

Contábeis de manhã, estágio em um esctritório de Contabilidade de tarde e direito de noite! Eis a nova fase!

Como estudante e estagiário o cara leva uma vida corrida, mas sem cansar muito, afinal, aula e estágio sempre se pode faltar!

Fiquei nessa vida por uns oito meses, foi quando resolvi largar o estágio, trancar as faculdades e ir para Londres. Lá fui morar em uma república com um pessoal que fazia engenharia, trabalhava em um restaurante francês e em um outro sul-africano com comida portuguesa.

Nos primeiros meses o cara aguenta bem, pois o objetivo é ter grana para se sustentar na caríssima Inglaterra. Conseguida a tão sonhada estabilidade, começou a faltar tempo para o melhor, gastar o dinheiro conquistado com o suor. Como eu não queria deixar as minhas aulas, pedi para sair de um dos restaurantes e logo fui convidado para trabalhar na biblioteca da escola onde eu estudava. Além de entregar os livros aos estudantes, era eu que preparava chá, café e bolachinhas para os intervalos.


Responsável pelo chá em Londres! Eu nunca tinha pensado por esse ângulo!

Em breve mais um capítulo dessa história. Os sanduíches, Brasília e a Dona Brígida!

Dia dos Pais, em Brasília!

Estou mais uma vez em Brasília.

Eu já nem sei direito onde que eu estou morando. No dia 12 vai completar um mês que eu estou por aqui, e nesse meio tempo ainda deu para ir passar uns dias em Santa Maria, visitar Itapecerica da Serra e fazer umas reuniões em São Paulo. Antes de vir eu passei uns 40 dias ‘morando’ entre o Flat da Vila Mariana, Tiradentes ou no Butantã, em São Paulo

Mais uma vez é dia dos pais e eu estou longe do seu Sérgio. Eu não tenho muitas fotos com ele, uma que gosto é da festa do meu aniversário em 2007, outra é de uma dele falando com a minha mãe a respeito da minha irmã, que estava viajando nesse dia.
Gosto porque em ambas estávamos felizes, e estávamos felizes juntos.

Sem poder comemorar com o meu pai esse dia, vou comemorar com o Andrézinho e com o pai dele. Vai ter um churrasquinho com eles na casa do Juquinha.

Entre as tantas outras coisas que eu poderia agradecer ao meu pai, agradeço por ter me ensinado a ser gremista. O Andrézinho é colorado, o pai dele é flamenguista e o Juquinha torce para o Galo, que o Grêmio goleou de 4 a 0 ontem, em pleno Mineirão.

Tem uma foto com o pessoal, duas semanas atrás, quando o Grêmio já era líder absoluto!

Um Feliz dia dos Pais para todos, e um beijo para o meu.

Esse aí é o seu Sérgio Blattes.

Meu pai, meu mestre e meu amigo!


Esses aí são os meus amigos em Brasília. Da esquerda para a direita está o Seco, o Conrado e Ju, eu e a Minéia, mais um pouco atrás está o Zago e a Jaque. O Andrézinho, único colorado, ficou de costas em protesto, e ao lado dele estão a Marina e o Juquinha.

Itapecerica!

Hoje completam 16 dias que estou fora de São Paulo. Vim para Brasília exatamente no dia em que começaram a chegar as quase 50 pessoas que faltavam para completar o meu time.

Na semana que sucedeu a minha vinda fui passar o final de semana no hotel onde eu iria morar (e já deveria estar morando).

Apesar de ser muito próxima de São Paulo (cerca de 30 Km ao sul), Itapecerica da Serra ainda guarda sinais de uma cidade do interior, e que naquele final de semana estava curiosamente movimentada em função do Rodeio que se aproximava.

Dei a ”sorte” de estar hospedado lá durante a escolha da Rainha do Rodeio, que já estava na sua 30a. edição. Nesse dia eu dei uma de repórter, peguei a minha câmera, uma caneta e um bloco e saí entrevistando todos aqueles “personagens”. Cheguei bem na hora da premiação. Das 45 candidatas, somente 16 estavam lá, tensas, esperando o anuncio pela voz de Fabinho, que além de radialista com curso do SENAC era o chefe do cerimonial da Prefeitura. Ele vestia botas, calças justas e um cinto com um fivelão! Fez questão de dizer que além da escolha da Rainha, também participava do Rodeio gravando comerciais ou entrevistando as pessoas.

Logo que Fabinho anunciou o nome da assistênte de odontologia, Maria Luíza, de 24 anos, como segunda-princesa, gritos vieram do meio da multidão, eram dos amigos Ugo e Everton, que era namorado dela. Fora ele mesmo que incentivara Maria Luíza a concorrer. Everton trabalhava como mecânico em uma oficina especializada em motores de jipes e carros 4×4, somente 4×4, como frisou. Vestia-se com uma camisa xadrêz, e usava um cavanhaque fininho e um vasto chapéu, segundo ele para ficar perecido com Édson, da dupla Édson e Hudson. Ele dizia ter todos os 11 CDs e os 3 DVDs da dupla, e que incentivara Maria Luiza à concorrer à Rainha do Rodeio para que ela pudesse ter acesso aos camarins dos artistas que viriam a se apresentar, somente assim poderia chegar perto de seus fãs e conseguir os autógrafos para os CDs e DVDs. Ela foi eleita segunda-princesa, bastava para ter acesso aos camarins. Esqueceram apenas de um detalhe, Édson e Hudson não viriam para este Rodeio.

Tinha gente de todo tipo. A Rainha não era tão bonita quanto as princesas, mas eu falo com base na beleza da mulher gaúcha. Lá estava eu com a Minéia, não tinha comparação!

A festa contiuou, falei com mais umas pessoas, cada uma mais estranha que outra, e a maioria adoradora de algum artista que também não iria para o Rodeio. A falta mais sentida era de Édson e Hudson, com folga, mas em compensação iriam ter o Leonardo, Vítor e Léo, Rionegro e Solimões, César Menotti e Fabiano e até o Roupa Nova!

No dia seguinte ao concurso eu aproveitei para visitar o mais importante ponto turístico de Itapecerica da Serra, o templo dourado de Kinkaku-Ji, que é circundado por um parque que abriga também um templo budista. Chegamos de carro e descemos mais de 100 degraus para conhecer a réplica perfeita do templo original, de Kioto, no Japão. Não era só dentro do templo em que eram guardados as cinzas, mas também em espécies de “túmulos” ao redor do parque.

Achei estranho, não parecia um cemitério, tinha um clima legal, banheiros, cachoeiras, pontezinhas e até bancos para tomar um chimarrão!

Quando saí de lá fui almoçar com a Minéia em Embu das Artes, uma cidadezinha que fica entre São Paulo e Itapecerica da Serra, e famosa feirinha de artesanatos. Já eram umas quase 2 da tarde chegamos lá. Como a fome tava apertando, apenas dei uma volta rápida pelo Centrinho e achei um restaurante. Por “sorte”, durante aqueles dias estava ocorrendo o 2º Festival Gastrônomico de Inverno. Escolhemos uma tal de Feijoada Pernambuca “Canto a Musa Creoula”, com feijão branco, legumes, carne seca, lombo, costela e paio, acompanhada de arroz e torresmo, com muitos, mas muitos choppes.

O restaurante tava lotado, mas a sala de espera era tão agradável quanto o restaurante em si. Foi lá mesmo que eu comecei a empinar um choppe atrás do outro, enquanto a Minéia tomava água com gás. Não deu outra, na volta ela é que voltou dirigindo, “vítima” da Lei Seca.

A comida não estava boa, não era para menos, um festival culinário de inverno e eu fui pedir um prato de Pernambuco, onde não tem inverno!

Passei o resto da semana em São Paulo, enquanto a maioria do time se mudau para Itapecerica. No sábado, véspera da minha vinda para Brasília, eu fui levar dois novatos para Itapecerica, o Nitesh, um indiano que chegara no dia anterior e já caíra na noite paulistana e a brasiliense Kátia, com quem eu já tinha feito algumas reuniões tanto em Brasília como em São Paulo.

De volta ao hotel de Itapecerica, dava para notar o movimento da cidade. No hotel haviam ônibus e caminhões que traziam toda a parafernálha dos artistas. Lá estavam hospedados alguns deles, mas a grande maioria era da equipe.

Fui para o show com a Nana, Tê e Mila, além da Aline e da Loira Wendeline, que no dia seguinte voaria de volta para Portugal depois de passar um ano aqui no Brasil.

O Roupa Nova é uma banda de velhos, com músicas velhas, mas que são divertidas. Eles estavam no hotel. O Leonardo, por sua vez, comanda um espetáculo do qual ele participa como astro principal, com muitas luzes e até dançarinos. Ele não estava hospedado no nosso hotel.
Como desta vez eu não havia bebido nada, eu mesmo voltei dirigindo para São Paulo logo que terminaram os shows.

Eu jamais imaginei que um dia conheceria Itapecerica da Serra. Daqui uns dias eu volto para lá para conhecer o restante do meu time e viver outras tantas histórias.

No meio dessas andanças, deu tempo de tirar mais uns retratos, aí vão alguns…

Interagindo com outros Blogs

“Olá, acompanho o Blog Mundo das Marcas e gosto muito do conteúdo ali desenvolvido! Parabéns!

Estava em meu Flat discutindo com um amigo sobre o meu cortador de unha da marca Unhex, e surgiu a curiosidade sobre a história dessa marca, quem fabrica, quando começou e mais informações sobre o mercado de corte de unha, já que é um mercado um pouco “apagado” e que ninguém comenta a respeito.

Ficaríamos muito gratos se encontrássemos um artigo sobre a Unhex ou qualquer outra marca de cortador de unha.

Um abraço,

Conrado e Ricardo”

Meu Time!

Desde fevereiro deste ano eu estou trabalhando na organização do IC 2008, o Congresso Internacional da AIESEC, que reunirá em São Paulo mais de 700 jovens estudantes universitários e recém formados vindos de 106 países.

Eis o povo que trabalha junto comigo:

Babi Teles

24 anos, de Belo Horizonte (MG)

Viciada em Café

Não consegue ficar parada enquanto fala ao telefone!

Cá Sallaberry

22 anos, de Brasília (DF)

MSN, MSN, MSN… Sempre online!

Felipe Rebello

21 anos, de Avaré (SP)

DJ nas horas vagas (e nas não vagas também)

Juliet

24 anos, de Londres (Inglaterra)

Já morou na África, México e no interior de Minas Gerais

Batata no microondas recheada com atum! A mais fina culinária inglesa!

Laura Adomatyte

28 anos, de Vinius (Lituânia)

Já morou em Porto Alegre (RS) e Rotterdan (Holanda)

Fissurada em esportes radicais!

Mila Bacchi

27 anos, de Porto Alegre (RS)

Já morou em Londrina (PR) e Brasília (DF)

Companheira do ‘C’…

Cerveja, Chimarrão, Cigarro, Club Social, Churrasco, Caipirinha, Cafézinho…

Só não concordamos quando o assunto é futebol, ela é Colorada!

Nana Rangel

23 anos, de Mantena (MG)

Já morou em Vitória (ES) e Nova York (EUA)

Ama comida japonesa!

Ruth Scovell

25 anos, de Brisbane (Austrália)

Namora um cearense e não gosta de música gaúcha!

Sergej Vohrin

24 anos, de Riga (Letônia)

Já morou no México, sonha em morar na Espanha!

Tê Dias

21 anos, de Curitiba (PR)

Judoca e torcedora do Corinthians, já morou na Austrália e

tem um fusca todo modernoso!


A partir da próxima semana chegam os outros 50 membros desse grande time. Ou seja, no total serão cerca de 6o pessoas vindas de 27 países.

O Congresso será no final de agosto, e até lá todos nós vamos ficar hospedados em um hotel fazenda em Itapecerica da Serra (a menos de 40Km de São Paulo).

Com certeza sairão boas histórias durante esses dias.

Em breve, mais informações!



Vivendo e conhecendo São Paulo

Sei que muitas pessoas têm uma verdadeira aversão à São Paulo, que em geral é causada pelo sensacionalismo feito pela grande mídia, dando ênfase à violência e ao caos no trânsito.
Apesar de eu já estar morando aqui há quase oito meses, raras são as vezes que consigo ficar aqui pelo menos 15 dias sem viajar. Até hoje foram 5 para Brasília, 5 para o Rio Grande do Sul, uma para Goiás, uma para Minas Gerais, uma para o Rio de Janeiro e uma na Espanha.
Vou ficar morando aqui até o final de Agosto, portanto tenho dois meses para conhecer o máximo possível da maior cidade do hemisfério sul. Segundo último censo do IBGE, somente na cidade de São Paulo são quase 11 milhões de habitantes, e estima-se que em sua região metropolitana sejam quase 18 milhões.
Para se ter uma idéia, em todo o Rio Grande do Sul há pouco mais de 10 milhões de pessoas!
São Paulo é totalmente urbana, e como tal as suas belezas são urbanas. Ao vir para cá não se pode esperar encontrar belezas naturais, pois a beleza de São Paulo é outra.
É uma paisagem interminável de prédios, avenidas, carros, motos e gente de todos os cantos do mundo, que com seus diferentes sotaques e costumes, fazem a cultura de São Paulo. Outra coisa muito interessante daqui é que todos os lugares guardam um pouco da história do país.
Neste último sábado eu fui ao Parque da Juventude, que fica instalado onde funcionava o Carandiru, que fora o maior presídio do Brasil e sempre será lembrado por um massacre ocorrido em 1992, quando a Polícia Militar, liderada por um tal de Coronel Ubiratan, matou covardemente 111 presos durante uma rebelião.
Em 2002 o presídio foi desativado e alguns de seus prédios foram demolidos. Os dois prédios restantes foram totalmente reformados e lá estão instaladas escolas técnicas da rede estadual, além de um centro de eventos.
Propositalmente foram deixadas algumas ruínas do antigo presídio, que formam um bonito cenário juntamente com as passarelas e com a vegetação que ali nasceu.
O público que freqüenta o parque é em sua maioria de origem simples, muito em função da proximidade da estação de Metro e de um complexo de prédios populares do Projeto Cingapura, instalado há cerca de 10 anos durante o governo do prefeito Paulo Maluf. Àquelas alturas, jamais se poderia imaginar que ao invés de ser limítrofe com um presídio, esses prédios teriam um bonito parque com pistas de caminhadas, quadras poliesportivas e que os velhos prédios seriam reformados com uma arquitetura moderna.

Nesse dia tive a oportunidade de ver uma apresentação de uma orquestra de estudantes de uma escola de Guarulhos, que todo sábado realiza os seus ensaios no Parque. Mas isso é outra história, que qualquer dia desses eu conto.
Enfim, seja como for, São Paulo é assim. A cada dia se conhece uma coisa nova, com um pouquinho da história do Brasil.

Um homem precisa viajar!

Vim morar em São Paulo em novembro de 2007, mas antes disso eu morei mais de vinte anos em Santa Maria (RS), quase um ano em Londres e uns dois anos e meio em Brasília.
Mas tal qual eu não quero voltar para Santa Maria, Londres ou Brasília; quando eu for embora de São Paulo eu não vou querer morar aqui por um bom tempo. Isso quer dizer que eu não gosto de Santa Maria, Londres, Brasília ou São Paulo? Não, pelo contrário.
Há alguns anos eu frequentei o ensino fundamental, o ensino médio e a faculdade. Tenho muitas boas lembranças desse tempo, mas se me perguntarem se eu quero voltar aos bancos escolares do colégio Santa Maria ou Riachuelo, minha resposta é não.
O fato de eu não querer voltar nada tem a ver com não gostar, tem a ver com o necessidade que eu tenho de buscar novas experiências, nem que seja pelo simples fato de valorizar aquilo que eu tenho.
Tem um trecho de um livro do Amyr Klink que vale a pena para refletir:

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.”

Soudegas

Eu deixei a minha cidade e a casa dos meus pais em meados de 2005. Foi quando comprei a minha câmera digital. De lá para cá eu venho registrando muita coisa, em sua maioria no estilo ‘casual’. Essa é a forma que eu encontrei de guardar as impressões que eu tiro de cada momento e etapa da minha vida. Mais do que fotos e vídeos, são histórias.
Eis que surge a idéia de um Blog, pois guardar fotos e vídeos é um tanto fácil, o difícil é organizar isso de uma maneira que tanto eu quanto os outros possam ver.
Além de um espaço onde eu possa expressar as minhas idéias de acordo com o tempo em que estou vivendo, este Blog vai servir para que os meus amigos e amigas possam acompanhar as minhas andanças, independente do meu paradeiro.
Este é o
Soudegas, o Blog do Blattes!

O caçula do Flat

Além do decano Maurício, o Flat conta com Blattes e Conrado em sua formação original. Aos 22 anos, Conrado ainda traz consigo a irreverência e a rebeldia da tenra adolecência.
Veja um pouco mais desse jovem mancebo no vídeo a seguir.

Blog do Flat vai à Brasília

Em busca de uma melhor qualidade e estilo de vida para os moradores de Flats de todo o Brasil, dois integrantes do Blog do Flat, Conrado Kaczynski e Ricardo Blattes, foram até Brasília conclamar por mudanças significativas para as vidas de milhares de moradores de Flats espalhados pelo país que compartilham a mesma cultura.

Assista a reportagem:

Ricardo Lovatto Blattes ©2016 - Desenvolvido por Opa Web