Categoria - MyXP

My XP.
My experience.

Estradas, andanças, empreitadas, projetos, experiências, estudos, trabalhos e mudanças. Assim anda a vida, sem parar.

MyXp é o que eu vivi, ou o que eu estou vivendo, que logo já vai virar passado.

1
Começando a meditar
2
WAR
3
Flats pelo Brasil
4
Eurotrip 2002
5
International Team
6
Mazamet
7
Calçots
8
Meu aniversário
9
Blog do Flat – O Surgimento

Começando a meditar

Há um tempo atrás eu estava bastante inquieto com os rumos da minha vida pessoal e profissional, quando um amigo próximo me disse que estava fazendo um curso chamado Eneagrama. Me interessei. 

Ansiado por encontrar respostas e entender um pouco mais de mim mesmo, encontrei no Eneagrama uma ferramenta válida de identificação de perfil, 

A partir do reconhecimento do meu perfil e padrão de comportamento, passei a buscar desenvolver a neutralização dos meus vícios emocionais e contato comigo mesmo por meio da virtude da sobriedade. Buscar reconhecer o que eu realmente quero a partir de mim mesmo, não por mais por meio do prazer imediato, permitindo uma integração maior com os meus sentimentos, pensamentos e ações.

E uma das formas indicadas era a prática de meditação. 

Morando em Santa Maria – RS, não são muitas as possibilidades que se tem de aprender a meditar. Cheguei a buscar algumas alternativas a partir da Yoga, mas não era o que eu buscava. 

Eis que por estas coisas do Cosmos, um dia minha esposa chega em casa e diz que uma colega dela de trabalho tinha feito um curso de meditação de dez dias e me indicou o link do Vipassana.

Imediatamente fui buscar na web e li um pouco mais sobre esse curso de dez dias em clausura, silêncio, meditação e vegetarianismo. Me pareceu uma ótima oportunidade para aprender a técnica.

Enquanto colegas, amigos e amigas me diziam que o mais difícil seria ficar dez dias quieto, ou sem comer carne, o mais difícil foi encontrar dez dias para poder ir e deixar as coisas razoavelmente estruturadas no trabalho e em casa. Era só o começo. 

Os centros de meditação Vipassana estão espalhados pelo mundo todo, são quase duas centenas por todos os continentes. No Brasil, apenas dois, nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Para nós gaúchos que vivemos no extremo sul desse país continental, a opção mais próxima era ao sul de Buenos Aires, em Brandsen.

Mais do que em silêncio, em nobre silêncio. Nesses dias de retiro não era permitido conversar, tão pouco gesticular ou se comunicar de qualquer forma com os demais meditadores. Uma experiência fantástica, uma viagem para dentro de mim mesmo.

Ainda pretendo falar muito sobre a experiência de meditar, mas por ora indico este vídeo do S.N.Goenka legendado em português, explicando um pouco da técnica. 

 

 

WAR

Quando conheci WAR, o jogo de tabuleiro, era uma confusão para jogar.  Um jogo demorado, com um monte de dados, um monte de peças e um tabuleiro nem sempre estável. E ainda assim, gostei.

Eis que há uns 10 anos atrás, conheci WARonline. A mesma dinâmica do jogo de tabuleiro, com a vantagem de que não há peças, cartas nem dados para se atrapalhar, e a demora pode ser prevista. Segue a estratégia e a indignação com o resultado dos dados.

Já tive mais jogos, hoje em dia mantenho apenas dois simultâneos.

Captura de Tela 2016-08-26 às 01.56.03

Esse jogo aí começou há mais de dois meses, com a média de uma jogada por dia. Éramos cinco, agora somos quatro que seguem vivos na 63ª. Há algumas semanas, vendo que isso iria longe, tenho me prestado a dar uma contada nos exércitos e acompanhar a evolução.

Eu sou o Azul e comecei a monitorar quando o jogo estava na mão do Amarelo, que estava com a totalidade das Américas do Sul e Norte, entrando com força em Islândia e Vladvostok enquanto o Branco estava com a África, eu com Oceania e Preto e Vermelho com o que restava de Europa e Ásia.

Naquele momento o meu objetivo era sobreviver ao Amarelo, e por isso algumas alianças eram necessárias. Ora com o Preto, ora com o Vermelho e ora com o Branco. O Amarelinho amarelão não aguentou, ficou brabo e desistiu. Mais uma vez a vantagem do WARonline, impede que meninos mimados façam beiço e desarrumem todo o tabuleiro.

Mas o cara foi embora, apertou no botãozinho do desistir e do foda-se, deixando um monte de exércitos sobre o mapa.

Eu tenho convicção de que em jogos, nem sempre a lógica prevalece, e daí a graça. Mas um pouco de acompanhamento matemático não poderia atrapalhar.

Enfim, cheguei vivo e com ao redor de 30% dos 1500 exércitos desta 63ª rodada, e ainda acho que vai longe. Em proporções, tenho mais ou menos o mesmo tamanho que tinha quando o Amarelo amarelão estava vivo.

Quem será o próximo a morrer? Ou será que alguém pode matar o jogo com os três vivos?

Acho que vai longe.

Captura de Tela 2016-08-26 às 02.32.17

 

 

 

Flats pelo Brasil

Em apenas 5 dias de Blog, já tivemos 681 acessos, 35 comentários, 46 votos, 9 receitas recebidas, além de e-mails, telefonemas, scraps e centenas janelinhas no MSN, todos com palavras motivadoras, de apoio, ou mesmo de reconhecimento.Diante de todas essas manifestações, nos impressionou a atitude da paranaense Lilian Bilinski, estudante de Publicidade e Propaganda na Universidade Federal de Santa Maria, que, junto com seu amigo “Ovelha”, identificou-se com a filosofia e com o estilo de vida do Flat, enviando um primoroso vídeo.Com isso, iniciamos a série “Flats pelo Brasil”, onde mostraremos muito além de Flats espalhados pelo país, mas uma cultura que se multiplica e se consolida por toda parte.

Confira o primeiro vídeo da série e participe enviando o seu próprio vídeo para emaildoflat@gmail.com.

Eurotrip 2002

Planejar uma viagem sem internet. Totalmente no analógico.

Em 2002 ainda era possível. 

Considerando o que o mundo mudou nesses últimos 12 anos, eu até que mudei pouco. A velocidade que as informações e pessoas andam faz parecer crer que a vida é muito mais corrida do que realmente é.

Gosto do digital, da facilidade de registrar momentos por foto ou vídeo, a praticidade de compartilhar e estar conectado o tempo todo.

Depois de morar por quase um ano em Londres, enquanto a Universidade Federal de Santa Maria estava em greve, junto com o Rafael Kubiça Pavão e o Daniel Beraldi Bochi rodamos pela Europa de trem por quase 60 dias.

Inglaterra, Escócia, Bélgica, Holanda, Alemanha, Polônia, Hungria, Áustria, Itália, França, Espanha e Portugal. Tudo com um passe de trem, um livro de viagem e nada de concetividade. Impensável nos dias de hoje.

 

 

 

International Team

Depois de trabalhar mais de dois anos com Política de Inclusão em um projeto no Ministério da Educação em Brasília, em novembro de 2007 eu me mudei para São Paulo.

O desafio era viver uma inesquecível e enriquecedora experiência de vida.

Em comum, a diversidade.

Eu deixava de trabalhar com políticas educacionais inclusivas, com foco no respeito à diversidade e ia para a AIESEC viver a diversidade. Em pouco mais de um ano, fiz parte de 3 grandes times da AIESEC. Todos os continentes representados. 

Morar e trabalhar juntos. Work hard, play harder!

Alinhar expectativas, se comunicar bem, remar para o mesmo lado. Assim é qualquer time de sucesso. Assim também foi na AIESEC.

Na foto, a partir de mim, no sentido horário Nana Rangel, Babi Telles, Cá Sallaberry, Juliet Hiner, Laura Admaityte, Felipe Rebello, Ruth Scovell, Cá Bacchi e Tê Dias.

De janeiro a agosto de 2008, trabalhando full time com esse time para organizar o AIESEC Internacional Congress, que pela primeira vez seria realizado na América Latina. Além dos parceiros globais, representantes de mais de 100 países estiveram reunidos por duas semanas em São Paulo.

Com algumas baixas no meio do caminho, chegamos ao final do Congresso com uma equipe de 55 pessoas vindas de 27 países.  Um turbilhão.

Mazamet

No final do século XIX, Jean Cyprian Blattes saiu de Mazamet com Clemence. Juntos foram para Buenos Aires, onde tiveram o primeiro filho, Marcel. Em seguida foram para Rio Grande, onde nasceu René. Finalmente no princípio do século XX se instalaram em Santa Maria, onde tiveram seu terceiro filho, Luiz Gabriel, meu avô.

Mezamet fica no sul da França, e a semelhança com Santa Maria, fica situada na beira de um monte, em uma região cercada por cidades medievais, que preservam e exploram o seu patrimônio histórico.

Uma cidade que eu sempre tive vontade de conhecer.

Mezamet, Carcassome, Albi e Najac. Valeu a pena!

Calçots

– Vamos à uma Calçotada?

– Vamos! Mas afinal, o que é isso?

Foi mais ou menos assim que há algumas semanas atrás a Minéia me convidou para ir com ela em uma Calçotada. O tal evento seria na casa da orientadora dela em Guisona, uma cidade do interior da Catalunha.

A data escolhida foi o último sábado, justamente na única semana em que chovera nestes quase cinco meses que vivemos aqui em Barcelona. Nublou quarta, choveu quinta e sexta, mas para nossa sorte o sábado amanheceu azul, o que garantiu o evento que seria ao ar livre.

Foi uma verdadeira operação, tipo pic-nic. Saímos de casa carregando uma pesadíssima mochila e um prato de sobremesa. Junto com um casal de italianos e com uma austríca, alugamos um carro barato e pegamos a estrada rumo ao interior da Catalunha.

No caminho paramos em um posto de gasolina em que havia jornais e revistas somente em catalão, diferente do que acontece aqui em Barcelona, onde nas bancas o mesmo jornal é vendido em versão castelhana e catalã.

Chegando lá, começou a função dos preparativos. Os tais calçots nada mais são do que conhecemos no Brasil por cebolinha, com a diferença de que nós utilizamos suas folhas como tempero, e eles comem a outra parte, jogando as folhas fora.

O procedimento é mega trabalhoso. Se coloca os calçots sobre uma grade e se leva à churrasqueira, quando está pronto eles embrulham os calçots em jornais e os guardam em caixas térmicas. Quando tudo está pronto, são distribuídos babeiros e trazidos os embrulhos de jornal com os calçots. Com as mãos, descascamos os calçots, os levamos aos potinhos de molhos previamente preparados e os comemos. Terminados os calçots, levam ao fogo carne de porco, ovelha, bacon, salsichas e morcilhas.

É muito bom! Seja pelo gosto ou pela folia.

Nunca imaginei que na primeira oportunidade que iria à casa da chefe da minha esposa eu comeria com as mãos, me sujaria todo, e isso fosse ser considerado normal.

Tudo isso ao ar livre, curtindo o sol e o frio regados a muito vinho, uma variedade de sobremesas, licor e café para arrebatar.

Por fim, uma caminhada para conhecer a pequena e história cidade.

Enfim, valeu a pena. Abaixo algumas fotos.

 

Meu aniversário

Muita gente faz planos para o ano novo, pois eu faço planos para a idade nova. Talvez pelo fato das datas serem tão próximas, e por eu nunca conseguir completar os meus planos até 31 de dezembro, sempre dou um jeito de dar uma prorrogada justificada. Pois bem, para mim todo ano começa verdadeiramente em 16 de janeiro.

E 2013 não está sendo diferente. Este ano estou completando 32 anos. Inevitável não fazer um balanço da vida, ver o que eu consegui e o que eu não consegui realizar nesses anos que passaram, revisar o que eu quero para o meu futuro e repensar os caminhos.

Nesses 32 anos eu morei em 13 endereços, distribuídos em 8 cidades em 4 diferentes países. Sem contar minha mãe, meu pai, minha irmã e agora minha esposa, no total, dividi casa com mais de 30 pessoas das mais diferentes origens e estirpes. Conheci muita gente também enquanto trabalhei em boate, escola, fazendo e vendendo sanduíches na rua, trabalhando em bares, restaurantes e escritórios do advocacia e de contabilidade, fazendo parte de diferentes níveis de governo, participando de movimentos estudantis, empresariais, de igreja ou da política partidária. Também foi muita gente que passou nas incontáveis turmas por onde eu passei, desde o maternal até o mestrado, passando por curso de idiomas, escolinhas de música e de esportes.

Parando para fazer essa reflexão, é chão que já andei. É muita coisa que aprendi, na maioria das vezes com a ajuda e colaboração dos outros. Como disse o filósofo espanhol Ortega y Gasset em um livro que eu não li, “yo soy yo y mi circunstancia y si no la salvo a ella no me salvo yo”; pois bem, eu estou mudando a todo tempo, tal qual minhas circunstâncias. Mudamos juntos, e faço força para que seja para o bem.

Queria poder agradecer a cada um e a cada uma que ao longo desses anos topou comigo pela vida e que certamente é um pouco responsável pelo que hoje sou. Tratar dos defeitos, potencializar as qualidades e viver em harmonia é o plano para esse 2013, que como eu disse antes, para mim começa agora.

Que a sorte e providência divina me acompanhem neste 2013, para que eu possa continuar aprendendo e evoluindo como ser humano, e com a ajuda das pessoas ser uma pessoa melhor ao chegar aos 33.

Feliz 2013. Feliz idade nova.

Blog do Flat – O Surgimento

Haviam muitas pessoas na mesma casa. O ambiente era caótico, a situação era calamitosa, pessoas estavam insatisfeitas, triste, infelizes, a beira de crises. Eram cerca de 15 pessoas, vindas de todos os cantos do Brasil e do mundo, mas que não tinham uma identidade única, algo que os unisse.

No dia 13 de fevereiro de 2007 houve uma revolução. A casa fora reformada, móveis comprados, novas peças arrumadas e finalmente uma realocação de quartos. Às 21:32 havia sido decidido: Conrado Kaczynski, Maurício Schneider e Ricardo Blattes haveriam de mudar para a “casa de baixo”, como era então chamada.

As necessidades eram claras. Era necessária uma melhoria na qualidade de vida, um local onde se pudesse viver com dignidade, compartilhar filosofias e falar de assuntos pertinentes na vida desses indivíduos, como mulheres, trabalho, sexo, reclamações, garotas, viagens, gurias, experiências, meninas, piadas e histórias do Rio Grande do Sul.

Maurício Schneider nascera no interior do estado do Rio Grande do Sul, na metrópole do Alegrete. Estudou engenharia, ciências ocultas, decoração, música, informática e administração, mas assim como Bill Gates, Dee Hock e Luiz Inácio Lula da Silva, ainda não se formou. Schneider já venceu duas vezes o campeonato de Padel de São Paulo, possui uma coleção de raquetes e sempre conta histórias relacionadas, embora ninguém o tenha visto jogar. Destesta cigarros e narguilés.

Conrado Kaczynski, um playboy de Porto Alegre e ex-guitarrista da banda Andar Térreo, largou a faculdade em busca de uma vida repleta de aventuras tendo como base a cidade de São Paulo e como local de trabalho o Brasil e o mundo, hoje dedica-se a relatar sua vida no blog Conrado na AIESEC. Conrado nasceu há 22 anos, treina Kung-Fu duas, três, ou nenhuma vez por semana e hoje corta seu próprio cabelo.

Ricardo Blattes nasceu em Santa Maria, no meio do caminho entre Alegrete e Porto Alegre. Apesar de ter terminado as faculdades de Direito e Contábeis, não é advogado nem contador. Antes de liderar a ‘Revolução de 2008 – Em busca de dignidade”, Blattes morou em Brasília e percorreu de carro as regiões sul, sudeste e centro-oeste do Brasil. Nos seus 27 anos já foi barman, garçom e vendedor de sanduíches; além de ter comprado dois violões, um cavaquinho, uma gaita de boca, raquetes de tênis e squash, chuteiras e caneleiras, além de touca e óculos de natação, que hoje estão espalhados nas casas de diversos amigos. Blattes não toca nenhum instrumento musical, paga mensalidade de academia e pratica caminhadas.

Post originalmente publicado AQUI

Ricardo Lovatto Blattes ©2016 - Desenvolvido por Opa Web