Isolamento e redes sociais

Eu nasci no começo da década de oitenta. Para minha geração e até mesmo para aqueles nascidos no anos noventa , as redes sociais eram formadas pelo conjunto de pessoas que tínhamos convívio direto. Família, vizinhos, colegas, amigos, parentes. Vários grupos por vezes entrelaçados.

De repente, as plataformas de redes sociais nos fez reencontrar colegas que haviam trocado de escola, antigos vizinhos, familiares e parentes que viviam em outras localidades. Ainda no final dos anos noventa, ICQ e mIRC, depois os chats dos principais portais e finalmente nos anos 2000, Orkut, Facebook, Google, Instagram, WhatsApp.

A partir daí passamos a ter a vida real e a virtual. Amigos de facebook relativizaram o sentido fraterno de termos amigos. De uma hora para outra havia amigos que eu nunca tinha visto e que curtem as minhas coisas, enquanto outros com quem tenho proximidade física, passo a rechaçar por seus posicionamentos publicados.

Em tempos de isolamento social por conta do Covid-19, nos barbarizamos nas redes sociais.

Sobre o Autor

Ricardo Lovatto Blattes

Nascido em Santa Maria, formou-se em Direito e Ciências Contábeis.

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