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O crime compensa?
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Legalize Já
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O efeito Luciana Genro
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Os anúncios de apreensão de drogas
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Política de drogas
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Eurovegas sem fumo
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Consumo de marijuana

O crime compensa?

Em novembro de 2013, em uma fazenda em Afonso Cláudio (ES) a Polícia Federal apreendeu 445 de cocaína em um helicóptero de propriedade da família do Senador Zezé Perrella (PDT-MG) e seu filho Deputado Estadual Gustavo Perrella (Solidariedade-MG).

Um dos pilotos era assessor da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, lotado no gabinete do Deputado Gustavo Perrella.

Estranhamente, o inquérito foi encerrado em menos de 6 meses e todas as pessoas presas em flagrante foram inocentadas.

Drogas, crime organizado, financiamento de campanhas…  há muita coisa em aberto.

Coincidentemente, o Senador Zezé Perrella e seu filho Deputado Gustavo Perrella são apoiadores incondicionais de Aécio Neves (PSDB), aquele que construiu um aeroporto na fazenda do seu tio no Município de Cláudio (MG).

Ah… a distância de Cláudio (MG) e da fazenda em Afonso Cláudio (MG) eu não sei, mas vale averiguar.

 

Vale muito a pena dar uma olhada nesse excelente documentário do DCM, com reportagem do jornalista Joaquim de Carvalho.

 

Legalize Já

Finalmente, parece mesmo que a insensatez da tal guerra contra as drogas tá chegando ao fim.

Já sao muitos os sinais que indicam nessa direção, então há dúvidas que o vanguardismo do governo uruguaio liderado por José Mujica alavancou ainda mais esse debate a nível global.

Na semana passada foi a vez do Jornal New York Times defender em editorial  a idéia da legalização dos derivados da canabis, com a maconha, o haxixe e a marijuana.

Hoje, os efeitos da guerra contra as drogas sao muito mais nefastos do que a justificativa dessa cruzada.

A cada dia que passa o crime organizado avança e o sistema sucumbe sem dar as respostas necessárias para a sociedade.

Vejam o Brasil. Temos uma imensa população carcerária, mas muito poucos homicidas. É o crime mais grave, mas a polícia fica correndo atrás de traficante, prendendo traficante e nao consegue evitar nem o tráfico, nem homicídios.

Hoje em dia a grande maioria dos homicídios do Brasil sequer tem os autores identificados, que dirá julgados, que dirá condenados.

Nao se trata de um debate moral, sobre a maconha ou maconheiros. É mais sério do que isso.

A legalização é necessária.

O efeito Luciana Genro

A grande imprensa tem focado em apenas 3 candidaturas à Presidência, mas pouco ou nada de novo tem surgido dos discursos eleitorais apresentados até agora por Dilma Roussef, Aécio Neves ou Eduardo Campos.

É mais do mesmo.

Dilma se apresenta usando métodos da política tradicional, fazendo valer as armas de quem é governo e com um discurso de continuidade.

O discurso de Aécio Neves de gestão e moralidade nao deve levantar voo nem mesmo no aeroporto que ele mandou fazer nas terras do seu tio.

Eduardo e Marina que tinham pinta de apresentar algum projeto palatável, mal conseguem se acertar entre eles.

Nenhum dos três principais candidatos se manifestou contundentemente sobre como enfrentar a criminalidade.

Daí a importância de prestar atenção nas pautas trazidas por candidaturas como de Luciana Genro do PSOL, que até agora é a única que tem pautado um verdadeiro debate sobre a política criminal brasileira, que atualmente á baseada no proibicionismo e na ineficiente guerra às drogas.

Independente de quem ganhe, tá na hora do Brasil enfrentar esse debate, e nada melhor que o período eleitoral para isso.

Os anúncios de apreensão de drogas

A cada dia que passa a atual política de drogas gera mais vítimas.

O número de usuários cresce, na mesma medida em que o crime organizado ganha forças e o sistema repressivo se mostra ineficiente.

Mas o pior de tudo isso é quando a polícia, ao invés de atrapalhar, facilita a vida do traficante.

No afã de dar uma resposta para a sociedade, a polícia se equivoca. Na falta de evidências de que esteja fazendo um bom trabalho, quer mostrar eficiência vindo para a mídia e apresentando números.

Números de apreensões de drogas.

E o que nao faltam sao policiais para posarem ao lado da droga apreendida para aparecer no jornal.

Esquecem que existe a lei da oferta e da procura. A cada apreensão anunciada, diminui a oferta de droga no mercado, mas a demanda continua a mesma. Resultado: aumenta o preço da droga e a lucratividade dos traficantes.

Anunciar a quantidade de droga apreendida nao traz nenhum beneficio para a sociedade.

Tá mais do que na hora da polícia brasileira repensar nessa estratégia de comunicação, deixando de servir de indexador.

Agentes do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc)

Agentes do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc)

 

Eurovegas sem fumo

Comentário originalmente veiculado na Rádio Antena 1, de segunda a sexta às 7h15 da manhã.

93,5 MhZ

Santa Maria – RS

Consumo de marijuana

 

Comentário originalmente veiculado na rádio Antena 1, de segunda a sexta às 7h15 da manhã.

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