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Banco e Fundo do BRICS
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Empresários acomodados e mal acostumados
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A balela do impostômetro

Banco e Fundo do BRICS

BRICS-logoTerminada a Copa do Mundo o Brasil vai continuar no centro das atenções internacionais por mais alguns dias.

Essa semana começa em Fortaleza a sexta Cúpula dos Brics, o grupo de países em desenvolvimento formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Essa é a primeira vez que o Brasil sedia esse tipo de reunião, que além de reunir os chefes de estados e as representações das maiores empresas de cada país membro, também vai reunir os bancos de desenvolvimento e dezenas de diplomatas e empresários em busca de cooperações.

O Brics  ainda tem um caráter formal. Não tem nenhum documento constitutivo. Isso deve mudar na VI Conferência de Cúpula, quando os  cinco países devem assinar um acordo para a criação de um banco de desenvolvimento  e também um fundo de ajuda mútua.

O banco de desenvolvimento é um banco para financiar projetos em economias emergentes, já o fundo de ajuda mútua é um Arranjo de Contingente de Reservas, espécie de fundo anticrise do bloco. Um mini-FMI, de que fazem parte apenas esses 5 países.

Cada vez mais os países do BRICS são mais relevantes na economia mundial, e com certeza esses anúncios darão mais robustez a essas economias.

Sem dúvidas uma notícia para ser celebrada.

 

 

Empresários acomodados e mal acostumados

Interessante a entrevista de Jorge Gerdau Johannpeter para Zero Hora (Clique aqui para acessar a íntegra).

Gerdau é mais do mesmo, paparicado pela mídia tradicional, clama por eficiência no setor público, critica políticos, acadêmicos e termina desrespeitando o povo gaúcho afirmando que estes são “felizes por acomodação”.

Uma piada, um escárnio!

Não há como negar, o que Gerdau diz repercute.

A arrogância com que parcela do empresariado gaúcho trata a coisa pública é decorrência do desejo de fazer com que os governos sirvam ao setor privado. Na visão do Senhor Gerdau, que é compartilhada por grande parte das chamadas lideranças empresariais do Rio Grande do Sul, o Estado deve servir aos interesses econômicos, aos seus interesses econômicos, e não de todos os cidadãos.

Tratam o Estado com a métrica empresarial, do lucro. Pois não é assim.

Um Estado é feito de gente. Se uma empresa tá mal, demite e pronto. Um Estado não abandona os seus cidadãos.

Pois Gerdau está acostumado com o estilo de Antônio Britto ou Yeda Crusius, a quem apoiou para ser apoiado, financiou para ser financiado. Está acostumado com políticos e governantes covardes, que se acocam para as suas pataquadas. Pois dessa vez não foi assim, o governador Tarso Genro, saiu em defesa dos gaúchos.

O mais irônico é a preocupação seletiva de Gerdau com a situação financeira do Rio Grande do Sul, logo ele que segue recorrendo aos instrumentos de isenção fiscal para tocar seus negócios.

Gerdau não me representa, mas é certo que representa uma importante parcela de pessoas do Rio Grande do Sul. É contra esse tipo de postura que os gaúchos e gaúchas estão se libertando.

O Governador Tarso Genro  exerce a sua função constitucional de defesa dos gaúchos, sem medo, sem se apequenar para este importante empresário, que hipocritamente, não se lembra de citar a ajuda que recebe dos governos que considera ineficientes, politiqueiros e incompetentes.

Ricardo Lovatto Blattes ©2016 - Desenvolvido por Opa Web