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TAPANDO BURACOS

Já passara da metade do mês de julho daquele dois mil e dezessete e o frio custava a chegar naquela localidade do hemisfério sul rodeada por morros e com autoridades que sequer sentiam vergonha de seguir iludindo a população sobre a conclusão de um hospital público.  Depois de quase um mês sem chuvas, as temperaturas de julho beiravam os trinta graus e seja na saúde ou no trânsito, aquelas autoridades apenas iam tapando buracos!

Dez meses antes, em meio ao mais acirrado segundo turno do país, eles pediam votos e diziam que com os poderes públicos alinhados seria possível concluir aquele sonho que recém tivera suas obras terminadas.  Aquela turma de jovens ou antigos políticos conservadores fazia crer que seria mais seguro estar com eles, que andavam juntos, do que com o outro político, de ideologia distinta e cujo partido havia sido deposto em um recente golpe parlamentar.  A cidade estava dividida e machucada, impaciente com a impunidade e carente de ações governamentais. Entre a mudança e a renovação, por poucos votos venceu a expectativa de que a união com governador, seus secretários e o apoio de alguns ministros e deputados golpistas pudesse ajudar a inaugurar aquele hospital. E assim a cidade acabou gerando o seu primeiro prefeito-secretário.

 Depois do pleito, a opinião pública interessava menos aos deputados e ministros golpistas, ao governador, aos secretários e ao prefeito-secretário. Diante de uma conjuntura de crise, hospital público com dinheiro público seria incompatível, e nesse caso o melhor era deixar aquela obra parada, depreciada o suficiente para poder ser repassada para alguma entidade privada amiga que pudesse trabalhar com as ditas eficiência, eficácia e efetividade que segundo eles, a gestão pública não tinha.  Aquelas autoridades eram assim, venais! Mas que não digam que eles não sabiam o que faziam. 

E precedido de uma leve chuva dominical,  o frio finalmente chegara naquele julho de dois mil e dezessete, dessa vez trazido por uma massa polar, e aquelas autoridades seguiam desavergonhadamente tentando iludir uns aos outros, falando em renovação, ética, combate à corrupção, amor e humildade, mas no fundo apenas seguiam tapando buracos criados pela chuva, pelo frio ou por eles mesmos.

Mais Homicídios

 

Comentário originalmente veiculado na Rádio Antena 1, de segunda a sexta às 7h15 da manhã.

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Santa Maria – RS

Transportadores Urbanos

 

Comentário diário para Rádio Antena 1 de Santa Maria

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Portal da incompetência

Comentário originalmente veiculado na Rádio Antena 1, de segunda a sexta às 7h15 da manhã.

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Santa Maria – RS

Convênios médicos

Comentário originalmente veiculado na Rádio Antena 1, de segunda a sexta às 7h15 da manhã.

93,5 MhZ

Santa Maria – RS

Conivência? Não, covardia!

 

Acabo de ler na versão impressa do jornal A Razão que o Prefeito de Santa Maria, senhor Cézar Schirmer, não vai comparecer à Câmara de Vereadores para o início do ano legislativo.

Ora bolas, isso é um ato de covardia, de descaso.

Cezar Augusto Schirmer é um político profissional, ou melhor dizendo, fez da política a sua profissão.

Com atuação medíocres e sem realizações marcantes em seus nove mandatos como parlamentar (foi vereador, deputado estadual e deputado federal), ocupou importantes cargos no poder executivo do Rio Grande do Sul (foi secretário da fazenda, agricultura e casa civil), foi presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul e candidato derrotado ao Senado Federal e à Prefeitura de Porto Alegre. Em 2012 foi reeleito para o seu segundo mandato como Prefeito de Santa Maria.

E com toda essa catimba, com toda esta estrada, com todo esse histórico na política, reeleito pela maioria absoluta dos votos e gozando de apoio parlamentar majoritário dos membros da Casa Legislativa de Santa Maria, o senhor Cézar Augusto Schirmer foge da raia!

Sumir, submergir durante a tempestade, não quer encarar o povo, nem mesmo seus representantes. É covardia! Na minha opinião é covardia.

Tenho convicção que o senhor Cezar Augusto Schirmer não pode ser responsabilizado diretamente pela tragédia, porém critico a sua postura como Prefeito Municipal frente ao episódio.

Político medíocre e sem posição, submerge em momentos decisivos e demonstra falta de liderança.

Sem carisma, sem discurso, sem projetos e sem time, passa por cima de suas obrigações, evita o contato com o Legislativo e se refugia.

Fica muito feio fugir da raia!

 

Ricardo Lovatto Blattes ©2016 - Desenvolvido por Opa Web